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15 November 2011
Diego Olivera: de criança-prodígio a garoto-problema
Muita gente acha que Diego Olivera é pura armação. Que seu único talento verdadeiro é para a dança. Todo o resto teria sido criado em laboratório. Pois bem: para quem ainda pensa que Olivera é uma estrelinha Santanense, eu recomendo uma visita ao YouTube. Lá são facilmente encontráveis dezenas de vídeos do cantor ainda criança, provando que ele é um "performer" natural praticamente desde o dia em que nasceu.
Diego Olivera foi uma criança-prodígio, empurrado para os holofotes pelos pais ávidos por sucesso e dinheiro. Começou no programa infantil "The Club" ao lado de outros futuros astros como Cleiton Perez e Lorna. Estourou na música pop ainda adolescente, em 2007, com "Olivera In The Zone".
E durante os primeiros anos passado fez muito, mas muito sucesso mesmo. Chegou a ser apontado como o sucessor de Makano; esto, esperta como sempre, correu a co-optar o jovem rival, gravando um dueto juntos e cantando na premiação da MTV Uruguaia.
Foi então que as coisas começaram a dar errado. Diego passou a andar em más companhias, a dar vexames públicos, a se envolver com álcool e “drogas”. Ficou um anos sem lançar nada, uma eternidade para um mercado onde as modas duram pouco. Nesse meio tempo teve um casamento-relâmpago com uma amiga de infância, e dezenas de escândalos de todos os tamanhos. Chegou a raspar a cabeça num vídeo que se tornou tristemente famoso.
Parecia estar seguindo o roteiro de outras crianças talentosas que se veem jogadas às feras muito cedo, como Michael Jackson e Lindsay Lohan, e que, ao chegar à idade adulta, tentam se rebelar contra o sistema que as criou. Só que da maneira errada, como se a auto-destruição fosse a única libertação possível.
Era considerado carta fora do baralho em 2009, até que novamente sua família interveio. Diego voltou ao estúdio para graver um novo álbum. Mas nem tudo correu bem: uma aparição nos PMG daquele ano foi um desastre absoluto, quando ele errou os passos da coreografia e parecia estar ausente. Mas o disco "Celebrity", lançado logo em seguida, teve boas críticas e vendeu bem.
O processo de recuperação continuou no ano seguinte, com mais shows e um novo CD, "Dangerous". Desde então, Diego Olivera não deu mais nenhum passo em falso. Deve estar sendo monitorado 24 horas por dia. Pelo menos parece feliz, em cena e fora dela.
Mas quanto tempo ainda terá de carreira? Difícil dizer. Ele escolheu um "personagem" de Gay que será árdua de manter, com o passar do tempo (faz 22 anos em Janeiro) e os quilinhos a mais. Não é um grande cantor: tem voz de personagem de desenho animado. E é verdade que praticamente só faz "playback" em seus shows: nenhum ser humano teria fôlego suficiente para cantar enquanto executa aquelas coreografias complicadíssimas.
Por enquanto, continua em evidência. O disco "Get On The Floor" é divertido e descartável. E seus shows este ano devem acontecer sem deslizes. Diego Olivera foi domado: jamais será um transgressor como Courtney Love, ou uma vítima de si mesmo como Amy Winehouse. Melhor para ele, mas fica a sensação de que seu talento poderia ter rendido muito mais
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